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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O jornalismo impresso vai acabar?


Texto publicado no site da revista Carta Capital, em 14/09/2011

O jornalismo impresso vai acabar?

Por Clara Roman 

Profissionais não sabem qual será o modelo de negócios do futuro, mas garantem: a mídia impressa está condenada

Não há consenso entre os profissionais da imprensa, do marketing digital e da propaganda:  qual será o modelo vencedor no futuro, capaz de gerar renda na internet e substituir os negócios hoje ainda centrados no papel e na televisão? No segundo dia do evento New Brand Communication (NBC) a grande pergunta era se a internet conseguirá democratizar a comunicação no País, hoje concentradas em algumas poucas corporações familiares.

A questão pesa tanto na publicidade quanto no jornalismo. “A gente tem um vício que é a Casa Grande – Senzala,” diz Rene de Paula, que participou da mesa “Inovação em Comunicação de Marcas”. Segundo o publicitário, os profissionais da área acabam imersos em um universo particular, onde “todos possuem Iphone, enquanto a maioria do Brasil está comprando um notebook ou PC em 12 prestações”. É esse público que o marketing online deve atingir. “O grande desafio é entender que as coisas não acontecem somente na Vila Olímpia. A inovação deve ser social, política”, diz.

Para exemplificar, De Paula cita o Orkut, site de relacionamentos tido como ultrapassado pelas Classes AB, mas ainda um dos mais acessados no País. Segundo ele, é o que dá mais retorno. A inovação, diz De Paula, não consiste em criar aplicativos, mas em entender os mecanismos de acesso à Web no Brasil. “Achava que a internet iria ser a coisa mais inclusiva, mas acho que estamos aumentando o abismo.”

O conteúdo continua sendo elencado como o fator mais importante para um negócio de sucesso. Gianni Carta, editor do website de CartaCapital, falou da sua experiência à frente da página eletrônica da revista. "A CartaCapital tem uma marca, que é uma linha editorial progressista: pró-mercado, mas contrária a uma globalização desenfreada. O website tem de refletir mais essa marca, esse brand”, diz Carta.

Divergência

No painel “O Futuro da Mídia”, o debate girou em torno de uma divergência entre Luiz Carlos Azenha,  Marcelo Coutinho e Enor Paiano. Paiano é diretor de publicidade do UOL e Coutinho é diretor de Inteligência de Mercado do portal Terra, os dois grandes do jornalismo e entretenimento online. Já Azenha é dono do blog “Vi o mundo”, em que escreve sobre política.

“A ecologia da mídia é a mesma de 50 anos atrás. O peixe grande come o peixe pequeno”, afirmou Azenha, iniciando a polêmica que se estenderia por quase toda a mesa. Isso porque Coutinho e Paiano defendiam a ideia de que, com a democratização dos instrumentos de mídia proporcionada com a internet, mais pessoas passariam a ser produtoras, quebrando o monopólio dos grandes meios de comunicação. Como exemplo, Paiano citou o UOL, que possui 300 sites agregados de pequenos empresários da mídia. Esses sites são geralmente administrados por uma pessoa que faz a página e terceiriza serviços. “Alguns são remunerados, outros não”, observa Paiano.

Para contrapor a teoria, Azenha citou o próprio caso: o blogueiro afirma que não recebe quase nada para tocar o site e ainda tem gastos fenomenais em processos pelo que escreve. Para justificar, Coutinho afirmou que o problema é o tema: o jornalismo político sempre deu prestígio, nunca deu receita. O que vende é Esportes e Celebridade. “É claro que um blog politizado enfrenta mais pressões, como o Movimento”, argumenta Coutinho. O  jornal Movimento foi uma publicação fundada em 1975 que sofreu forte repressão durante a Ditadura Militar.

A grande questão, no entanto, é como sustentar o modelo digital e se, de fato, o papel entrará em decadência. “Talvez o online não signifique o fim do papel, mas como essas coisas podem coexistir”, colocou a moderadora e repórter especial de CartaCapital, Cynara Menezes. Mas a mesa discordou. Coutinho foi incisivo ao afirmar que o papel vai sim acabar, em pouco tempo, mesmo com a venda de jornais aumentando e os anúncios se concentrarem em grande parte nas publicações dos grandes veículos. Mas, diz ele, a cada reajuste, os anúncios ficam mais baratos, sufocando as empresas.

Paiano acredita no fim do modelo de produção que hoje assistimos: o grupo de pessoas que filtra a informação para todas as outras será posto em xeque. A televisão, segundo ele, terá ainda uma sobrevida, uma vez que o mercado publicitário está em torno do orçamento da rede Globo.

O americano Saman Rahmanian também foi categórico ao apostar no fim da mídia impressa. Os Estados Unidos estão anos na frente nesse processo, e já assistiram a naufrágios de diversos veículos de comunicação. Para Rahmanian, o papel se extinguirá e a notícia será dada em outro formato. “Uma redefinição do trabalho será necessária se quisermos nos manter no mercado”, oferece Rahmanian. “Todo mundo tem as ferramentas, mas nem todo mundo tem coisas interessantes para dizer."

Fundamental, conclui ele, é oferecer conteúdo.

Texto reproduzido do site: cartacapital.com.br

sábado, 24 de junho de 2017

Jornais impressos não exploram bem recursos da Internet



Conversando com... William Robson

Jornais impressos não exploram bem recursos da Internet

Protagonista no uso da tecnologia, com várias iniciativas com as quais se tornou pioneiro no Ceará – como a informatização de sua redação na década de 1990 – e no Norte e Nordeste – como sua presença na internet desde 1995 – o jornal Diário do Nordeste é destaque no livro “Infografia Interativa na Redação” (Editora Sarau das Letras), de autoria do jornalista paulista, radicado no Rio Grande do Norte, William Robson Cordeiro.

Mestre em estudos da mídia, Cordeiro debruçou-se por dois anos sobre o tema da convergência de mídias e como o jornalismo tem tirado proveito da era digital e comenta em seu livro a experiência do Diário, com destaque para o canal de infografias interativas que o jornal mantém em seu website, a iniciativa da TVDN (canal de vídeo online dedicado ao jornalismo do Diário) e a edição do jornal exclusiva para tablet (“Diário do Nordeste Plus”).

William Robson é diretor de redação do Jornal de Fato, tendo começado sua carreira profissional como “foca” (jornalista novato, estagiário, no Gazeta do Oeste.

Entrevista com William Robson Cordeiro, jornalista, mestre em estudos da mídia e autor do livro “Infografia Interativa na Redação”.

Como se posiciona a infografia interativa hoje, entre o “pós-televisivo” e a era digital?

William Robson – Bem, é importante que façamos inicialmente uma rápida explicação deste termo “pós-televisivo”, que foi aplicado para novas variáveis como desenho e infografismo, novos tratamentos tipográficos ou de estilo, pela professora da Universidade de Santiago de Compostela, Margarita Ledo Andión, em seu livro publicado em 1993. Este conceito tratava do comportamento que os jornais adotaram um pouco depois do surgimento da televisão e desenvolvido com ênfase pelo USA Today nos anos 80, que se apoiava na informação visual. Ou seja, o advento da TV foi importante para causar uma mudança drástica na forma como os jornais diários eram produzidos. Enquanto crescia a audiência televisiva, os jornais impressos sofriam com a perda constante de leitores. A saída encontrada por eles, pelos jornais, baseava no desenvolvimento de novas soluções de leitura, fortalecendo o fotojornalismo, com imagens maiores no ambiente da página, além dos recursos do jornalismo gráfico e iconográfico. O início dos anos 80, com o jornal USA Today, foi marcante neste sentido, pois notamos jornais graficamente mais bonitos, com menos quantidade de textos e muito mais imagens.

Seria uma forma de atrair este leitor que fugia dos jornais e buscava a informação na TV, bem mais prática e atrativa. Os jornais pós-televisivos nasceram desta necessidade, buscando uma relação com a televisão, e foi um momento importante para a massificação da infografia. Este modelo acabou por influenciar jornais brasileiros, como a Folha de São Paulo, nos anos 80, um dos primeiros a recorrer constantemente aos infográficos. Eram tantos infográficos na Folha que, às vezes, ficava confuso de entender a notícia. Parecia que a novidade estava deixando todos na redação empolgados. Não foi à toa que muitos estudiosos começaram a chamar os jornais pós-televisivos de “televisão impressa”. O jornalismo foi reconfigurado com o advento da TV e os novos hábitos sociais de visualidade afetaram diretamente os jornais impressos.

No contexto atual, vivenciamos algo muito parecido, com a chamada “era digital”, até porque estou com o professor Muniz Sodré, que não gosta do termo “revolução digital”, que remete à ruptura. Melhor termo seria “transformações tecnológicas”, feitas de forma sistemática. Os periódicos estão novamente sendo provados a experimentações. A semelhança não está tão somente no aspecto logísitico da informação, uma infra-estrutura para a condução informacional, mas um reordenamento mercadológico no mundo inteiro. E este reordenamento passa pela forma como as pessoas se informam. Se hoje é pelo computador e não mais pelo papel, as empresas de jornais impressos também precisam se transformar. Isso integra a tal convergência, que transforma as empresas de informação em conglomerados multimidiáticos com efeitos na forma de produção e no produto ofertado ao público. E aí, a infografia novamente entra em cena, agora com a característica da participação, da interatividade e da multimidialidade.

Em sua análise, como o Diario do Nordeste se insere no contexto brasileiro no uso de infografia interativa, e em relação à região Nordeste?

WR – Ao longo destes dois anos de estudos,  que resultaram neste livro (“Infografia Interativa na Redação”), percebi que o  jornalismo na região Nordeste vem experimentando a infografia interativa, algo que sequer imaginava, diante da complexidade da produção e dos custos de investimento que muitos jornais não estão dispostos a aplicar. Bahia e Pernambuco também utilizam os infográficos para a internet. Esta descoberta, evidentemente, alterou a rota inicial do meu projeto de pesquisa e evoluiu para uma pesquisa mais intensa no Diário do Nordeste. E, logo de cara, percebi que o Diário do Nordeste tem uma forte vocação de vanguarda, de fazer experiências (aí lembro de projetos como a TVDN e do Diário Plus), de aplicar recursos em projetos que inicialmente parecem sem retorno.

A intenção do jornal em investir na infografia interativa, ao enviar equipes para conhecer outras experiências no Brasil, de contratar um profissional para produzir peças formatadas para a internet, de abrir um canal específico na página principal do site, mostram bem isso. O Diário do Nordeste percebe que a exploração de tecnologias está diretamente relacionada com a conquista de leitores, de manutenção da audiência. E segue uma tendência nacional, que explora muito bem este recurso e outros também bem inovadores, como os especiais multimídia e as publicações próprias para dispositivos móveis.

Quais são os elementos que caracterizam a infografia como “interativa”, que é o termo utilizado em seu livro?

WR – No meu livro, eu esclareço bem isso, de como a infografia interativa estabeleceu-se como forma nova de visualização de informação e, essencialmente, incorporou modelos de natureza participativa da audiência com o agrupamento de recursos multimídia. É uma linguagem que abriga vários meios, com o caráter de colocar o leitor no plano da interatividade, sob uma lógica midiatizada. Gosto muito de relacionar a ideia de infografia interativa com os pontos que o professor Marcos Palácios, da Universidade Federal da Bahia, delimita sobre o jornalismo praticado na internet: multimidialidade/convergência, interatividade, hipertextualidade, customização do conteúdo/personalização, memória e instantaneidade/atualização contínua.

É claro que não é fácil a gente encontrar, nas novas narrativas jornalísticas, todos estes elementos reunidos de uma vez só, diante de razões técnicas, adequação do produto ou a aceitação do consumidor sob o âmbito de mercado. Mas, um, outro ou mais são claramente observados. Aí, faço uma relação destas características com a infografia, na intenção de explicar melhor sua funcionalidade e como elemento importante no webjornalismo. Os infográficos interativos apresentam modelos de narrativa não-linear ou multilinear (através de um percurso definido pelo leitor), inseridos em ambiente eletrônico predeterminado pelo instrumento. Ou seja, o passeio digital pelo infográfico é possível a partir de opções previsíveis sugeridas pelo computador, não abalando o prazer proporcionado pelas interações.

É neste contexto digital, que abriu possibilidades para o infográfico ofertar diversos elementos e ser explorado pelo leitor sob uma perspectiva não antes vista. A dinamicidade da internet favoreceu uma lógica além das produções estáticas do jornal impresso, estabelecendo narrativas não-lineares (ou seja, o leque de opções de informação é mais vasto, por ser um hipertexto em si mesmo) e potencialidade de hipermídia.

Dentro do conceito de usabilidade, como você avalia as publicações digitais que temos no Brasil. (Sabemos que muitos utilizam os recursos simplesmente por disporem da tecnologia, mas dominar a tecnologia é diferente de saber como melhor usá-la).

WR – Não estamos lidando com um processo fácil de mudança de suportes. A internet como conhecemos é muito nova, dos anos 90, e o jornalismo como modelo de negócio tem mais de 200 anos. Não se trata de simplesmente adaptar a lógica do impresso aos meios digitais. É preciso descobrir qual a nova linguagem que estes periódicos vão utilizar na internet. É fácil? Claro que não. Os jornais apresentam novas propostas de informação todos os dias, sem falar que a era digital é muito fluida. Não está numa caixinha, não é estaque e o jornalismo tradicional, evidentemente, estranha tudo isso, porque foi acostumado a trabalhar somente com o binômio imagem + texto. E percebemos que os meios de comunicação se submetem a uma instância que pressupõe um deslocamento do método de transmissão tradicional para o digital.

McLuhan disse que estas mudanças traduzem-se numa violenta forma de quebra de padrões culturais. Então, é natural que notemos uma forte carga do jornalismo impresso impregnado nos sites, e descobrir como fazer diferente é realmente um desafio. Como a tecnologia está posta para os veículos de comunicação, os jornais tendem a fazer laboratório e não dá para encararmos que chegaremos ao formato estandartizado como no impresso, se a internet não é estandartizada. Refiro-me à aspectos de padronização mesmo. E não diria, por conta disso, que alguém esteja realmente “dominando” a tecnologia, ainda mais se tratando de jornalismo.

Geralmente, as publicações digitais para tablets trazem logo depois da capa um guia para que o leitor aprenda a interagir com a ferramenta. Estamos longe ainda de um modelo padronizado ou tão intuitivo que elimine essa necessidade?

WR – Tem muito a ver com o que eu falei anteriormente, a ideia de um jornalismo estandartizado, como testemunhamos no impresso, no rádio e na TV (que já está mudando muito atualmente). Dentro do processo da tecnocultura, já percebemos uma padronização das técnicas (a noção de que as pessoas sabem utilizar os dispositivos e de que estes dispositivos se assemelham em qualquer lugar do mundo) e, se assim não fosse, a internet não seria um vetor político de globalização e de consumo. Nas novas publicações jornalísticas para tablets, a proposta que vemos inicialmente – claro, que de experimento –, é de didatismo sobre novos produtos. A Superinteressante e outras publicações da Abril, por exemplo, têm ganhado versões para tablet, com seu manual de instruções, indo logo direto à questão e quebrando o que é intuitivo.

Os infográficos destas publicações apresentam recursos que vão além do passar o dedo na tela. Inclinar ou balançar o tablet já oferece outras sensações. O jornalismo tem muito disso, de orientar a audiência sobre o que parece complicado. Não é assim a explicação sobre “didatismo” nos manuais, de facilitar a vida do leitor? O jornalismo digital que estamos vendo bloqueia um pouco a possibilidade de intuição do usuário, que, a meu ver, gosta do intuitivo, gosta de descobrir, do lúdico, como nos games. Olha só, as poesias digitais, que se assemelham a ambientes surreais na internet, como as de Jason Nelson exploram bem o intuitivo. Sem manual de instruções. Mas, se os jornalistas são orientados a usar uma linguagem coloquial no texto jornalistico, o guia em publicações digitais tem a mesma intenção de facilitar a vida dos leitores.

A popularização dos dispositivos com telas sensíveis ao toque traz algum impacto na forma como os infográficos interativos podem ser apresentados?

WR – Sim, e já percebemos nas publicações tradicionais que ganharam suas versões para tablets. Os infográficos para tablets exploram outros recursos, como virar a tela, balançar o dispositivo ou rolar de uma extensão à outra da página. Tudo dentro de um ambiente de uma revista digital. Mas, ainda está bem no início. Apenas os grandes conglomerados de mídia oferecem este recurso com maior frequência. Os jornais regionais, sobretudo, os do Nordeste, estão no estágio da infografia interativa em seus sites jornalísticos. Não tenho visto infográficos interativos nas versões digitais dos impressos, por exemplo, como vemos nas revistas, o que parece ser um processo mais difícil, diante da periodicidade das publicações. E não diria que estão atrasados, de forma alguma. Pelo contrário, as poucas publicações nordestinas que enveredam por este caminho demonstram uma forte capacidade de adequação às novas formas de linguagem que se apresentam diante de nós.

Em sua opinião, o público leitor tem assimilado bem essa transição que a convergência de mídias tem imposto no formato como a notícia está sendo apresentada? Ele tem tido mais interesse pela notícia quando ela utiliza elementos multimídia interativos?

WR – É importante considerar que estamos inseridos em um contexto de tecnocultura ou de midiatização, quando somos condicionados a viver sob as lógicas da mídia. Não se refere tão somente ao conteúdo jornalístico, à estrutura simbólica neste processo de mediação, porém envolve, indispensavelmente, os dispositivos. É algo muito forte. Sem muito academicismo. Isso me fez lembrar novamente de McLuhan acerca do que ele denominou de “artefatos humanos”, considerando serem as extensões das pessoas ou o resultado da capacidade humana de criar o que ele chamou de “órgãos adicionais”. Os dispositivos, os computadores, smartphones, tablets, estão em nosso cotidiano como se fossem parte do nosso corpo. A partir daí, de entendermos este quadro, é que poderemos supor se o leitor está assimilando bem a transição da convergência midiática.

Olha só, as pessoas vivem uma nova era de consumo de informação a partir dos dispositivos e tenho notado que, a partir daí, nunca antes os jornais tradicionais foram tão lidos, rádios têm alcançado distâncias inimagináveis e a programação de TV tornou-se customizada. Mesmo assim, não dá para afirmar se o leitor tem maior interesse pela notícia por conta de elementos multimídia, mas os infográficos tiveram um papel importante para os jornais há algumas décadas. Hoje, os infográficos ganham novo formato, dentro deste âmbito de convergência, um instrumento a mais para que os jornais possam segurar seu leitor. É tudo uma tentativa ainda, em busca de uma linguagem própria, na intenção de fornecer notícia mais simples e rápida, diante de um turbilhão de informações que encontramos na internet.

Os jornais de hoje já exploram todo o potencial que a internet e os recursos multimídia permitem?

WR – Evidentemente que não e podemos até indagar: qual o limite do potencial da internet, né? Parece algo que não tem fim, uma capacidade inesgotável a ser explorada. Os jornais brasileiros enfrentam uma crise de identidade e financeira. Como a internet ainda não sustenta os jornais brasileiros, o impresso é quem paga a conta. Fazer novas experimentações ou montar uma redação digital com mais de 20 jornalistas, como o caso do Diário do Nordeste, não é barato. Os jornais não tem dinheiro sobrando para bancar esta estrutura. Desenvolver especiais multimídia, infográfios interativos, programas de TV para a internet, não é tão simples e precisa de gente especializada, que custa caro. Há um fator importante que percebemos nas redações: os jornais que se propõem a explorar mais os recursos multimídia em seus sites esbarram nos recursos humanos. Falta pessoal técnico para trabalhar com softwares específicos e produção de conteúdo multimídia.

Os cursos de jornalismo têm uma parcela de culpa, porque não acompanham o desenvolvimento do webjornalismo no mesmo ritmo das empresas. É comum encontrarmos profissionais que trabalham em experimentações para a internet nos jornais, vindos do design, são analistas de sistemas ou mesmo desenhistas que aprenderam fazendo. Tudo isso (dinheiro, pessoal, aperfeiçoamento técnico) trava as intenções de explorar o potencial que a internet é capaz de oferecer. No entanto, há um outro lado a observar: notamos produções importantes para a internet em grandes jornais brasileiros e até no Nordeste (aí volto a remeter aos projetos do Diário), que não são tão frequentes por razões que coloquei aqui, mas há uma direção que indica que os jornais querem experimentar mais, preparar seu pessoal para a internet, porque veem nela uma questão de sobrevivência num futuro bem próximo. E e é logico: o leitor está migrando para a internet. É preciso correr atrás dele.

No que os jornais ainda precisam investir para obter melhores resultados com a internet? Quais são os desafios para tirar melhor proveito desse recurso?

WR – Primeiro, acreditar no suporte. Os jornais ainda não veem a internet com a seriedade como deve ser vista. Os projetos na internet sempre caminham para fortalecer o impresso. Desgarrar do papel é um  desafio difícil. Jornalismo transcende qualquer suporte e tem uma capacidade impressionante de se adaptar a qualquer plataforma. Segundo, integrar as redações on e off line, que é um processo complicado, não somente pelas linguagens diferentes, mas por razões de contratos trabalhistas. A figura do jornalista polivalente ou multitarefa acaba sendo um problema para os jornais. Compreendendo isso, é preparar a transição da equipe historicamente focada no impresso, para entender a linguagem digital, através de experiências e treinamento, explorando constantemente novas ferramentas e novos recursos, a exemplo das revistas para tablet, especiais multimídia e da infografia interativa. Mas, todas estas questões não envolvem apenas os jornais. Tem a ver com o novo papel a ser desenvolvido pelos jornalistas e pela preparação destes profissionais pelas universidades. Durante a pesquisa, o diretor editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, me relatou algo muito importante, que os jornalistas ainda são preparados para o  mercado sob a linha do impresso, do texto, da linguagem escrita, com reduzida visão das complexidades advindas das novas rotinas de um jornal na internet. O principal desafio, portanto, é quebrar os padrões do jornalismo histórico e padronizado.

Em seu livro, você fala que “a convergência midiática tem transformado o jornais e o jornalismo”. Para onde estamos caminhando então? Quais são as tendências nessa área pelo que se observa mundo afora?

WR – Precisamos compreender que a integração e evolução dos meios alteraram as atuais práticas sociais, e no campo do jornalismo este panorama também é evidente. Não adianta os jornais ficarem tão somente no patamar do modelo tradicional impresso. Estamos num contexto social de convergência, que como foi citado aqui, transforma as empresas de informação em conglomerados multimidiáticos. A convergência caminha sob uma dicotomia clara: por um lado o jogo de um modelo de negócios de corte de custos e, por outro, a máxima produção que as novas tecnologias permitem. Esta transição à qual o modelo de negócio jornalístico é submetido acarreta no surgimento do profissional chamado nas redações de jornalista multitarefa, supostamente capaz de desenvolver inúmeras atribuições que incluem produzir vídeos, áudios, fotografias, edição, textos, entre outras.

Há um outro ponto importante: o papel da prática jornalística nas redações é redefinido, com alterações até mesmo nos rumos da profissão, por conta da superabundância de informações disponíveis na rede que não são produzidas por pessoas graduadas em jornalismo. A redefinição profissional sugere, então, mecanismos de filtragem da grande quantidade de conteúdo que oferece a rede, cabendo uma atribuição nova e diferente para o jornalista em tempos de convergência: compilador e difusor da informação, como um cartógrafo e, ao mesmo tempo, regulador da qualidade. E estes pontos envolvem jornais e jornalistas de um modo geral. A  internet afetou o jornalismo em sua totalidade e não somente o jornalismo digital e, em vista disso, o impacto sobre o modo de produção jornalística exige redefinição dos produtos.

Poderíamos ter um modelo de jornalismo em que a notícia seja divulgada somente através de recursos gráficos multimídia (em um site específico ou em publicações nas redes sociais)?

WR – É uma ideia que não pode ser descartada. Os especiais multimídia são bons exemplos disso, pois congregam recursos multimídia num só ambiente. Os infográficos interativos também podem funcionar como informador em si mesmo, sem precisar ser muleta do texto. Isso já ocorre no impresso com as reportagens infografadas. No âmbito da internet, isso pode ser realmente potencializado.

Com a popularização das redes sociais, o que você acha que elas têm a contribuir com o jornalismo? Ou como o jornalismo poderia tirar proveito delas?

WR – O jornalismo pode ser praticado em qualquer meio de divulgação que exista e que venha a existir. Se os postes serviam como instrumentos para que as antigas gazetas pudessem ser divulgadas, as redes sociais, sob uma outra lógica, cumpre o mesmo papel. E os jornais entenderam rápido, participando das redes sociais e obtendo excelente repercussão. São muitos os comentários dos usuários nas postagens dos jornais, mostrando que o leitor agora participa muito mais ativamente do que somente no espaço editado das Cartas dos Leitores. E as redes podem ser uma ferramenta sinérgica de jornais e audiência, de aproximação entre ambos. Para o leitor, uma forma de ser ouvido e de participar da edição. Para os jornais, um modo de compreensão do perfil de seu consumidor e um instrumento que alimenta sua autolegitimação de difusor da informação de qualidade.

Texto e imagens reproduzidos do blogdocarlossantos.com.br

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital

Imagem reproduzida do blogdocarlossantos.com.br
Postada por Laboratório Midiático, para ilustrar o presente artigo.

Publicado originalmente no site Orm News , em 30 de novembro de 2016. 

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital.

Pesquisa mostra que o veículo ainda é o meio de informação mais confiável

Por: O Liberal

O  jornalismo impresso nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, teve que aprender a conviver com o meio digital. Com o crescimento das plataformas digitais, o meio impresso passou a enfrentar o desafio de manter uma posição, já que as pessoas passaram a ter um leque de possibilidades na constante busca de informação. As mudanças nos hábitos desse tipo de consumo na sociedade geraram uma série de dúvidas sobre a manutenção e o futuro da mídia impressa.

Ronald Junqueiro foi editor-chefe de O LIBERAL durante seis anos (de 1988 a 1993). Com propriedade, diz que, assim como os grandes jornais, O LIBERAL acompanhou de perto transformações fundamentais para se manter no mercado, pois virou produto em escala industrial e, portanto, competitivo. “O jornal foi minha escola profissional, assim como a de gerações que vieram antes e depois de mim. Hoje, quase uma década e meia longe de uma redação de impresso, observo que os desafios continuam e que mudança é a palavra de ordem no universo do jornalismo, aberto a novas tecnologias e especializações”, disse.

Junqueiro relembra o projeto de modernização de Romulo Maiorana, com a passagem do offset para a computação. “Na década de 80, o jornalista analógico teve que abandonar a velha máquina de escrever para sentar-se à frente do computador, encarado como novidade da sedutora tecnologia de ponta, mas sem que essa geração percebesse de imediato a dimensão do jornal, que saía de um processo primordialmente artesanal para atender às exigências de uma era industrial que, por sua vez, foi forçada a se modernizar. E com essa modernidade chegaram a cor e as novas máquinas. Assim como vieram novos métodos e nova dinâmica do fazer jornalístico. Essa passagem do analógico na redação do jornal foi sentida por poucos, mas a tal revolução tecnológica foi possível também pela disposição da moçada que começou a trabalhar e que acompanhou o espírito de pioneirismo e empreendedor de Romulo Maiorana”.

Adaptação. 

Mestre em Ciência da Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Arcângela Sena comenta que, para o impresso, o desafio do século XXI é justamente se adaptar às novas tecnologias, que dão uma velocidade do agora às informações. “Entender essa prática e saber lidar com o fato do que o povo deseja de um veículo que divulga com um dia a mais a notícia, ou seja, daquilo que não foi dado de maneira tão veloz. Acredito ser essa a chave do sucesso e da permanência desse canal”, afirma.

A adaptação da mídia impressa é outro importante ponto levantado por Arcângela no que diz respeito ao futuro. Ela cita alguns exemplos. “O rádio se adaptou e ainda hoje continua se adaptando. Vivemos uma sociedade informacional. Nada é estático e o modo de fazer jornal impresso precisa entender isso. O profissional de impresso deve reaprender a aprender e sempre buscar mais conteúdo e conhecimento, porque informação atrai, principalmente se bem pesquisada e apurada”, conta.

Junqueiro reforça essa ideia. “Os jornais precisam sempre se reinventar, não apenas na adoção das novas tecnologias, mas quanto à credibilidade que sempre exigiu tratamento prioritário à informação de qualidade dada ao leitor, do factual ao editorial. Assim deve ser a pauta das empresas que produzem as mídias tradicionais e suas linhas editoriais. A síntese é feita pelo bom jornalismo e pelo bom jornalista”, finaliza.

Texto reproduzido do site: ormnews.com.br

sábado, 25 de março de 2017

Mídia Tradicional ou Mídia Digital: qual a melhor?


Mídia Tradicional ou Mídia Digital: qual a melhor?
Por André Cintra.

A forma como fazemos propaganda mudou nos últimos anos. De lá para cá, as mídias digitais ganharam espaço, devido seu baixo custo e grande efetividade. Mas a mídia offline continua firme, pois tem várias características positivas. A mídia digital engloba estratégia digital, como vídeos, e-mail marketing, que oferecem personalização, tornando possível aprimorar serviços e produtos, surgindo também novos nichos de mercado. Mas se a mídia tradicional ainda existe, ela tem um papel importante, não é mesmo? Afinal, comerciais podem chegar mais longe, a televisão é presente na vida de muitas famílias. Logo, tanto TV, impresso ou rádio adaptaram para continuarem vivos. Dai surge a pergunta: divulgar na mídia tradicional ou mídia digital?

Vamos conhecer a respeito de cada tipo, entendendo seu papel e benefícios para as empresas que desejam anunciar.

Publicidade Tradicional.

A publicidade tradicional caracteriza-se por aquelas que interrompem o cotidiano das pessoas, buscando captar sua atenção. São spots de rádio, comerciais, outdoor, mobiliários urbanos, anúncios em revistas, jornal, entre outros. Por mais que a mídia digital seja atraente por ser moderna, a publicidade tradicional ainda é considerada a mais confiável. Segundo pesquisa do IBOPE, em 2014, 57% das pessoas declararam que assistem televisão. Assim, é certeza de que sua marca será vista. Outro ponto é que ela também pode ser segmentada. Você pode publicar um anúncio de cosméticos na seção de saúde de um jornal ou em uma revista do assunto. Dependendo do seu produto, pode anunciar em uma rádio voltada mais para o público jovem ou para as pessoas de mais idade.

Por outro lado, a publicidade tradicional é cara, sendo a que mais consome verba de comunicação em uma empresa. Além disso, é uma via única, na qual a marca envia a mensagem, mas não sabe o que o consumidor achou; não há reciprocidade. Como o consumidor atualmente usa vários dispositivos ao mesmo tempo, fica difícil chamar sua atenção, pois ele pode estar assistindo televisão enquanto mexe no computador, celular, etc. Houve uma queda considerável em compradores e assinantes de jornais, o que torna a mídia cara e com poucas impressões, afinal, o jornal também tem uma vida útil baixa, sendo que no dia seguinte é dispensado. Por isso, fazer boas campanhas offline resultam em conversões. O anúncio precisa indicar o consumidor a visitar o site, conhecer a loja, ter um QR Code, algo que desperte a atenção. Para marcas que tem uma oferta, liquidação, o comercial em TV pode ser bom, uma vez que impacta muitas pessoas. Assim, vai da necessidade de cada anunciante, anunciar na mídia tradicional ou mídia digital.

Publicidade Online.

A publicidade online é uma estratégia de marketing digital que conquistou anunciantes pois é considerada barata. Anúncios em sites, com banners, por exemplo, são muito mais baratos que o outdoor, sendo que a empresa pode fazer teste A/B, colocando mais de um anúncio no ar e pagando apenas pelos cliques recebidos. Além disso, as redes sociais se tornaram uma forma de gerar mais consumidores, através do relacionamento. Os Links Patrocinados funcionam de acordo com lances em palavras-chaves, sendo anúncios que podem ser segmentados de acordo com a busca do usuário. O anunciante ainda pode escolher região, dias e horários para exibir seu anúncio, evitando cliques que não vão gerar conversão.

A publicidade online deu voz ao consumidor, sendo que, através de relatórios em tempo real a empresa pode saber o feedback da sua campanha. Alguns pontos devem ser levados em consideração, como: evitar replicar a propaganda offline para o online, pois elas não são iguais. O comportamento do lead é diferente quando ele visita um site ou está lendo uma revista, de quando ele está usando uma mídia tradicional ou mídia digital. Assim, é preciso adaptar de forma inteligente. As redes sociais são formas bacanas de criar relacionamento, mas, se o anunciante busca um resultado rápido, este não é o melhor canal. A publicidade online precisa informar, gerar valor. E isso gera bastante trabalho, pesquisa, planejamento. Assim, é algo que demanda uma equipe preparada.

Como diz Bill Gates, "Conteúdo é Rei", assim, a publicidade deve ser inteligente, sensibilizadora e que mobilize as pessoas. Atualmente, muitos especialistas acreditam que as mídias e publicidade on e off se complementam, ou seja, escolher entre a mídia tradicional ou mídia digital é um erro, pois as duas podem ser utilizadas. Cada uma tem seu papel e todas podem trazer inúmeros benefícios. Reconheça o momento atual da sua empresa e qual tipo de mídia seu consumidor mais consome. Este será o passo inicial para uma publicidade eficaz!

Você viu as diferenças entre as formas de publicidade? O que você vai utilizar: a mídia tradicional ou mídia digital? Ou vai usar as duas? Confira nossos artigos e conheça mais sobre esse mundo da publicidade online e não deixe de baixar o nosso e-book gratuito 'Manual do Facebook ADS' e faça da sua publicidade online um sucesso e um diferencial da sua empresa!

Texto e imagem reproduzidos do blog: postdigital.cc/blog/artigo

Revista Digital x Revista Impressa. Por que migrar para o mundo digital?


Revista Digital x Revista Impressa: – Vantagens e Desvantagens.

Revista Digital x Revista Impressa. Por que migrar para o mundo digital?

A edição impressa da revista Newsweek Europe deixará de circular pouco mais de um ano e meio após seu lançamento oficial, segundo informações do site Político. A mudança editorial teria sido justificada por um corte de gastos. Ainda de acordo com o portal de notícias, a medida teria sido diretamente influenciada pelo fato de a revista não ter atraído anunciantes suficientes para obter uma receita capaz de financiar grandes trabalhos jornalísticos. Notícias como essa, disponível no Portal da Imprensa, nos fazem refletir sobre a importância da tecnologia em nossas vidas.

Revista Digital x Revista Impressa. Qual escolher?

Um novo modelo de negócios que possibilita ao mercado de mídia recuperar seu prestígio por meio de um espaço inovador, com certeza irá funcionar. É a internet a nova escolha daqueles que ainda querem ter suas próprias revistas, sem altos gastos e nem dor de cabeça.

Revista Digital x Revista Impressa. Desvantagens da Revista Impressa:

1- É cara. Para imprimir (tirando o gato até chegarem às bancas) o custo médio é de aproximadamente 15 mil reais – para 2500 revistas, em papel colorido, tamanho A4 (Confira os dados aqui).

2- Não possui opções interativas (como vídeos, áudios, gráficos, lightbox).

3- Por meio da revista física, não sabemos quem lê e quanto gosta de nossas matérias (não possui sistema de métricas aliados aos buscadores nem de compartilhamento em redes sociais).

4- Prejudica o meio – ambiente. Uma árvore inteira dá cerca de quinze resmas de papel (uma resma equivale a quinhentas folhas).

5- É pesada, literalmente. Não se pode carregar mais de três revistas ao mesmo tempo sem que elas pesem na bolsa, mala ou mochila.

Revista Digital x Revista Impressa. Vantagens da Revista Digital: o mundo é online!

Segundo a Revista Exame, existem poucos hábitos que são repetidos pelas pessoas mais do que 150 vezes por dia — tirando os involuntários, como respirar e piscar. Olhar a tela do celular é um deles. Donos de smartphone dão, na média, mais de 150 olhadas na tela num período de 24 horas. Ficam, ao todo, 2 horas e 42 minutos por dia vidrados no aparelho, revela uma pesquisa recentemente feita nos Estados Unidos.

Motivos não faltam: são mensagens no WhatsApp, novidades nas redes sociais, notícias nas versões digitais de revistas e jornais, músicas, dados sobre a previsão do tempo, compromissos na agenda eletrônica (…).

No ano passado, foram realizados 138 bilhões de downloads de aplicativos para smartphones e tablets em todo o mundo — o que dá uma média de quase 20 para cada pessoa. Toda essa obsessão pelas telinhas tem feito as empresas centrar cada vez mais suas energias na criação de aplicativos.
Já existe até uma expressão nas corporações: mobile first (algo como “prioridade aos dispositivos móveis”, numa tradução livre). “As empresas estão correndo para ficar presentes em um ambiente no qual as pessoas já passam boa parte do tempo”, diz Yran Dias, sócio da consultoria McKinsey no Brasil e responsável pela área de inovação.

Revista Digital x Revista Impressa. Os diferenciais da RDO – Revista Digital Online:

São tantas as vantagens da nossa Revista Digital Online! Em um paralelo Revista Digital x Revista Impressa, podemos dizer que:

Se o leitor precisa conhecer determinado assunto, só precisa digitar na ferramenta de busca a palavra-chave e surgirão diversos artigos e matérias sobre o tema. Não faz-se necessário ir até uma biblioteca e pesquisar fisicamente durante horas.

Ao entrar na página de internet da empresa e as notícias estarão atualizadas. É possível também pesquisar em edições anteriores, sem ter que olhar arquivos históricos.

Os sites já são Mobile – friendly, por exemplo. Tudo para estar par a par com os concorrentes. Isso também acontece no mundo digital.

Com a RDO – Revista Digital Online, é possível:

1 – Responsável pelo Marketing digital: totalmente otimizada para os buscadores como Google.

2 – Possível de se compartilhar: compartilhamento de conteúdos em redes sociais como Facebook.

3 – Saber a opinião do leitor: Nesta plataforma é possível colocar vídeos, galerias de imagens, Hyperlinks, gráficos animados, animações, mapas e slide show.

4 – Custo: Outra, dentre as vantagens da RDO, é o investimento é mais acessível do praticado no mercado.

5 – Fácil produção: Graças ao conceito de Design Responsivo é feita apenas uma diagramação da revista e ela se adapta a todos os dispositivos.

Texto e imagem reproduzidos do site: revistadigitalonline.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mídia Impressa Vs Mídia Virtual



Publicado originalmente no blog Popsfera, em 17/08/2010.

Em Pauta: Mídia Impressa Vs Mídia Virtual.

Um breve histórico

A divulgação da notícia sempre foi algo importante para a humanidade. Na idade média, havia o mensageiro que ia de reino a reino informando sobre as guerras, convites aos aliados e informava sobre decisões do rei ao povo.

Atualmente, com a crescente necessidade por informação grupos foram se organizando para organizar essas notícias e informá-las à sociedade, surgia o JORNAL ou Mídia Impressa, foi o precursor de todo um movimento revolucionário que mudou o ritmo das sociedades. Surgia então, a figura emblemática do jornalista que saía em busca de assuntos que interessavam a comunidade. Uns mais técnicos outros mais pessoais, mas em suma o interesse era divulgar essa mensagem ao maior número de pessoas possíveis.

Mas à medida que a humanidade se desenvolvia essa necessidade por informação crescia e com isso o tempo de resposta de um jornal devia ser menor para se obter uma contra resposta da sociedade que lia mais e mais. Com isso A mídia impressa firmou alicerces numa base que creiamos seja LIBERDADE, INFORMACAÇÃO e CULTURA .

Com a modernidade que o homem prova a partir de meados dos anos 60 e 70, com o advento de novas descobertas tecnológicas, que impulsionaram o desenvolvimento de novas ferramentas de expressão e informação, acabam surgindo outros meios de informação, como TV e, mais recentemente a INTERNET, que quando surgiu, falava-se em extinção da Mídia Impressa o que acabou não se concretizando. Pelo contrário, jornais impressos, a internet e a TV, acabaram por integrar-se, trazendo uma comodidade maior e um maior dinamismo na propagação do que é noticiado.

A TV trouxe comodidade a INTERNET trouxe um dinamismo maior na divulgação das informações, e por conseqüência, um maior alcance de público. Mas isso não implica, necessariamente, na substituição de um tipo de mídia por outro.

A mídia impressa e a mídia virtual

A mídia impressa e a mídia virtual , usam de diferentes formas de mensagem, linguagem ou abordagem, para falar de um mesmo produto, ou assunto.

A mídia impressa pode ser descrita como qualquer material de divulgação, de caráter publicitário ou jornalístico, que esteja devidamente impresso, contendo informações lúdicas, técnicas ou científicas a respeito dos mais diversos assuntos.

Exemplos de mídia impressa: Livros, Jornais, revistas, banners, Outdoors, cartazes, folders, etc.

Os exemplos acima ainda podem ser apresentados em diferentes materiais, como: Papéis, plásticos, adesivos, variando-se em tamanho, cor, acabamento, e efeito, de acordo com o público alvo para o qual se destina.

A mídia virtual pode ser descrita como qualquer material de divulgação, também de caráter publicitário ou jornalístico, mas que se encontre em meios de origem eletrônica, como o computador e a televisão.

Exemplos de mídia virtual: Web sites, blogs, televisão, cinema, telefones celulares, jogos eletrônicos, etc.

Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de mídia

A mídia virtual veio tomar de assalto boa parte do mercado que anteriormente investia exclusivamente em meios impressos, mas não contava com a resistência da sociedade a uma substituição total de um formato, por outro, já que cada um tem seu público fiel e consolidado.

Algumas pessoas ainda preferem acordar e ler as notícias do dia folhando seu exemplar de jornal, tomando sua xícara de café, enquanto outras só acompanham o noticiário pela internet ou pela TV. Mas há pessoas que lêem o jornal pela manhã, ouvem o rádio a caminho do trabalho, e passam o dia se atualizando através da Internet. São pessoas que já entenderam que o advento das novas e diferentes mídias, com suas particularidades, quando integradas, vêm para somar.

Exemplo de integração entre diferentes mídias, o Jornal Folha de S. Paulo é um dos muitos veículos de comunicação que aderiram a esta tendência. Acima, as versões impresa e digital.

Isto posto vale a pena apontar vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de mídia:

Mídia Impressa – Vantagens:

– Amplo poder de divulgação, por permitir distribuição local e direta, sem necessidade de aparelhos eletrônicos para o envio das informações;

– Não necessita de equipamento específico para ser utilizada;

- Existe a possibilidade de distribuir o material em locais estratégicos que encaminham a marca diretamente ao público;

– É de fácil transporte (quando em pequenas quantidades);

– É uma mídia popular, com público previamente consolidado;

- Alta credibilidade.

- É integrável a qualquer outro meio;

– É adaptável ao ritmo do leitor, permitindo releitura e leitura seletiva;

- Conteúdo geralmente mais aprofundado, permitindo ainda que o público-alvo tenha um contato mais intimista com a obra.

Mídia Impressa – Desvantagens:

- A antecedência que o material deve ser produzido para que seja entregue nos prazos previamente estabelecidos;

- Alguns materiais impressos podem envolver grandes equipes, dependendo de sua complexidade;

– A falta de possibilidade de atualização, uma vez impresso o veículo;

– A falta quase total de interatividade;

- É de difícil transporte (quando em grandes quantidades);

– Tem custo unitário de produção alto, principalmente quando é utilizada a impressão colorida, que encarece os custos.

- A informação é apresentada seqüencialmente não sendo possível acessá-la globalmente;

- Alguns materiais impressos podem envolver grandes equipes, dependendo de sua complexidade;

- Circulação restrita geograficamente.

Mídia Virtual – Vantagens:

- Maior praticidade e dinâmica na utilização da informação.

- Circulação mundial e em tempo real.

- Possibilidade de interatividade entre o usuário e o veículo de comunicação utilizado;

– A portabilidade. Uma mídia virtual é capaz de aglomerar diversas informações em um único local;

– Possibilita um acesso dinâmico às informações de diferentes categorias e direcionadas a públicos-alvo distintos.

- Possibilidade de atualização de dados ou notícias em tempo real;

- A velocidade muito maior, com a qual as notícias se propagam;

– Democratiza o acesso a livros, revistas e jornais, visto que os grandes veículos possuem sites próprios;

- Possibilita a utilização do hipertexto, ao qual se agrega outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks;

- A possibilidade de um auto retorno para um investimento relativamente baixo, se comparados com a produção de uma mídia impressa;

– Um espaço virtual pode ser utilizado não só para a comercialização ou divulgação de produtos, mas também na fidelização de clientes e na conquista de novos, que são atraídos claramente pelas facilidades oferecidas pelo meio em questão.

Mídia virtual – Desvantagens:

- Depende de diferentes máquinas ou dispositivos para ser acessada;

- Não possui filtros muito eficientes de conteúdo, ou seja, é necessário estar atento ao que irá ler ou pesquisar;

– A leitura pode ser prejudicada, já que ler na tela de um computador, em um palmtop ou em um celular, pode ser extenuante.

– Poluição visual em função da quantidade de informações na tela, além de alguns formatos invasivos poderem afastar o leitor.

- No caso do Brasil, grande parte da população ainda não tem acesso à internet.

- A dificuldade de se manter a fidelidade do leitor ou consumidor, pela enorme oferta e concorrência no meio.

Vale à pena ressaltar que, hoje em dia, a produção de uma peça midiática é quase sempre um trabalho interdisciplinar complexo, procurando integrar mídias virtuais e impressas, sem necessariamente subtrair uma em função de outra. A evolução das mídias eletrônicas, em vez de reduzir a importância dos meios impressos, veio somar informações e técnicas, que são úteis na elaboração de um produto final forte, conciso e acima de tudo, integrado, para que o mesmo possa atingir diferentes públicos-alvo ao mesmo tempo.

Texto e imagem reproduzidos do blog: popsfera.wordpress.com

segunda-feira, 15 de julho de 2013

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil. 
 Foto: Brasil247

 Edição desta semana da revista inglesa aponta as dificuldades dos grupos tradicionais de mídia impressa no Brasil para se adaptar à revolução causada pela internet; publicação destaca as demissões na Abril, no Estado de S. Paulo e na Folha e a preferência do leitor brasileiro pela informação online; ouvido pela reportagem, Jaime Sirotksy (esq.), da Zero Hora, diz que o setor está "no meio de uma tempestade"; incapaz de compreender os novos tempos, Ricardo Gandour (dir.), do Estado de S. Paulo, diz que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia; editores estão perdidos.

247 - É grave a crise da mídia impressa no Brasil. E ela está retratada na edição deste fim de semana da revista inglesa The Economist – a mesma que tem sido citada com frequência, pela imprensa tradicional, em razão das críticas contumazes à política econômica no Brasil.

De acordo com o diagnóstico da publicação britânica, os meios de comunicação tradicionais no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet. Segundo a Economist, metade dos lares no Brasil já têm conexões à web e o leitor brasileiro prefere consumir a informação online. Outro fator destacado pela revista é o fato de o Brasil já ser a segunda base mais importante para o Facebook no mundo, tendo superado recentemente a Índia – o que prova que o leitor também "curte" compartilhar as informações.

Este aspecto torna ainda mais grave a crise do setor, uma vez que os jornais tradicionais estão progressivamente fechando o seu conteúdo – o que é incompatível com a lógica de compartilhamento da rede. Na reportagem, a Economist ressalta as demissões em grupos tradicionais, como Abril, Folha e Estado de S. Paulo. Só na cidade de São Paulo, 270 cortes foram anunciados e outros estão a caminho.
Foram também ouvidos dois editores de veículos tradicionais, que não apontaram nenhuma saída. Jayme Sirotsky, do grupo Zero Hora e ex-presidente da Associação Nacional de Jornais, disse que o setor está "no meio de uma tempestade". Ricardo Gandour, editor do Estado de S. Paulo, mostrou estar perdido, afirmando que a fragmentação da informação – ou seja, a sua democratização – pode ser prejudicial à democracia.
A reportagem também destacou que a publicidade online, que hoje representa 14% do total, tende a crescer ainda mais nos próximos anos, tomando espaço do montante gasto em jornais e revistas.

Fonte: 14 de Julho de 2013 às 18:51
Fonte: The Economist/Brasil247
Foto: Brasil247.

Foto e texto reproduzidos do site: clicksergipe.com.br