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sábado, 24 de junho de 2017

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital

Imagem reproduzida do blogdocarlossantos.com.br
Postada por Laboratório Midiático, para ilustrar o presente artigo.

Publicado originalmente no site Orm News , em 30 de novembro de 2016. 

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital.

Pesquisa mostra que o veículo ainda é o meio de informação mais confiável

Por: O Liberal

O  jornalismo impresso nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, teve que aprender a conviver com o meio digital. Com o crescimento das plataformas digitais, o meio impresso passou a enfrentar o desafio de manter uma posição, já que as pessoas passaram a ter um leque de possibilidades na constante busca de informação. As mudanças nos hábitos desse tipo de consumo na sociedade geraram uma série de dúvidas sobre a manutenção e o futuro da mídia impressa.

Ronald Junqueiro foi editor-chefe de O LIBERAL durante seis anos (de 1988 a 1993). Com propriedade, diz que, assim como os grandes jornais, O LIBERAL acompanhou de perto transformações fundamentais para se manter no mercado, pois virou produto em escala industrial e, portanto, competitivo. “O jornal foi minha escola profissional, assim como a de gerações que vieram antes e depois de mim. Hoje, quase uma década e meia longe de uma redação de impresso, observo que os desafios continuam e que mudança é a palavra de ordem no universo do jornalismo, aberto a novas tecnologias e especializações”, disse.

Junqueiro relembra o projeto de modernização de Romulo Maiorana, com a passagem do offset para a computação. “Na década de 80, o jornalista analógico teve que abandonar a velha máquina de escrever para sentar-se à frente do computador, encarado como novidade da sedutora tecnologia de ponta, mas sem que essa geração percebesse de imediato a dimensão do jornal, que saía de um processo primordialmente artesanal para atender às exigências de uma era industrial que, por sua vez, foi forçada a se modernizar. E com essa modernidade chegaram a cor e as novas máquinas. Assim como vieram novos métodos e nova dinâmica do fazer jornalístico. Essa passagem do analógico na redação do jornal foi sentida por poucos, mas a tal revolução tecnológica foi possível também pela disposição da moçada que começou a trabalhar e que acompanhou o espírito de pioneirismo e empreendedor de Romulo Maiorana”.

Adaptação. 

Mestre em Ciência da Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Arcângela Sena comenta que, para o impresso, o desafio do século XXI é justamente se adaptar às novas tecnologias, que dão uma velocidade do agora às informações. “Entender essa prática e saber lidar com o fato do que o povo deseja de um veículo que divulga com um dia a mais a notícia, ou seja, daquilo que não foi dado de maneira tão veloz. Acredito ser essa a chave do sucesso e da permanência desse canal”, afirma.

A adaptação da mídia impressa é outro importante ponto levantado por Arcângela no que diz respeito ao futuro. Ela cita alguns exemplos. “O rádio se adaptou e ainda hoje continua se adaptando. Vivemos uma sociedade informacional. Nada é estático e o modo de fazer jornal impresso precisa entender isso. O profissional de impresso deve reaprender a aprender e sempre buscar mais conteúdo e conhecimento, porque informação atrai, principalmente se bem pesquisada e apurada”, conta.

Junqueiro reforça essa ideia. “Os jornais precisam sempre se reinventar, não apenas na adoção das novas tecnologias, mas quanto à credibilidade que sempre exigiu tratamento prioritário à informação de qualidade dada ao leitor, do factual ao editorial. Assim deve ser a pauta das empresas que produzem as mídias tradicionais e suas linhas editoriais. A síntese é feita pelo bom jornalismo e pelo bom jornalista”, finaliza.

Texto reproduzido do site: ormnews.com.br

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