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segunda-feira, 15 de julho de 2013

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil. 
 Foto: Brasil247

 Edição desta semana da revista inglesa aponta as dificuldades dos grupos tradicionais de mídia impressa no Brasil para se adaptar à revolução causada pela internet; publicação destaca as demissões na Abril, no Estado de S. Paulo e na Folha e a preferência do leitor brasileiro pela informação online; ouvido pela reportagem, Jaime Sirotksy (esq.), da Zero Hora, diz que o setor está "no meio de uma tempestade"; incapaz de compreender os novos tempos, Ricardo Gandour (dir.), do Estado de S. Paulo, diz que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia; editores estão perdidos.

247 - É grave a crise da mídia impressa no Brasil. E ela está retratada na edição deste fim de semana da revista inglesa The Economist – a mesma que tem sido citada com frequência, pela imprensa tradicional, em razão das críticas contumazes à política econômica no Brasil.

De acordo com o diagnóstico da publicação britânica, os meios de comunicação tradicionais no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet. Segundo a Economist, metade dos lares no Brasil já têm conexões à web e o leitor brasileiro prefere consumir a informação online. Outro fator destacado pela revista é o fato de o Brasil já ser a segunda base mais importante para o Facebook no mundo, tendo superado recentemente a Índia – o que prova que o leitor também "curte" compartilhar as informações.

Este aspecto torna ainda mais grave a crise do setor, uma vez que os jornais tradicionais estão progressivamente fechando o seu conteúdo – o que é incompatível com a lógica de compartilhamento da rede. Na reportagem, a Economist ressalta as demissões em grupos tradicionais, como Abril, Folha e Estado de S. Paulo. Só na cidade de São Paulo, 270 cortes foram anunciados e outros estão a caminho.
Foram também ouvidos dois editores de veículos tradicionais, que não apontaram nenhuma saída. Jayme Sirotsky, do grupo Zero Hora e ex-presidente da Associação Nacional de Jornais, disse que o setor está "no meio de uma tempestade". Ricardo Gandour, editor do Estado de S. Paulo, mostrou estar perdido, afirmando que a fragmentação da informação – ou seja, a sua democratização – pode ser prejudicial à democracia.
A reportagem também destacou que a publicidade online, que hoje representa 14% do total, tende a crescer ainda mais nos próximos anos, tomando espaço do montante gasto em jornais e revistas.

Fonte: 14 de Julho de 2013 às 18:51
Fonte: The Economist/Brasil247
Foto: Brasil247.

Foto e texto reproduzidos do site: clicksergipe.com.br

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